"Pedante, eu?!..."

     (Eis senão quando descubro que também gosto de lápis e aguarela no meu caderno!)

Quel honneur!

Na Universidade Católica está uma exposição do Eduardo Salavisa, de fazer assaltar as vitrines ! Quando lá fui, deparei com esta cena: O Lapin a desenhar o Eduardo. Dois craques.  Não podia deixar passar este momento e, bem escondida atrás duma estante, saquei do caderno. Que honra, caramba! E por fim, ainda tive direito a este retrato. 
Uff...tanto talento junto!



Vestir bem , E barato, Só aqui

Sentada em frente à estação de São Bento, não resisti a este sofisticado mimo publicitário:
 "Vestir Bem, E Barato, Só Aqui". 
Porém, para que ele  coubesse dentro dos minúsculos  rectangulozinhos encarnados, tive que fazer uma pequena batota digital. Ui , ui...Espero que o céu não me caia em cima :)...



Salvar um desenho!

Comecei-o lá. Correu mal. Ia para o lixo mas, em casa, deu-me pena...
De facto nada se perde, tudo se transforma...

O Porto tem prédios lindos!


O Porto, de dia e de noite





Vamos desenhar o Porto!

Fartei-me de desenhar mas, como sempre, fiquei pouco satisfeita com os resultados. Quem por lá andou, sabe que isto é verdade. Acresce que, ultimamente, antes de começar um desenho, fico inundada de uma série de dúvidas que se poderiam resumir no  pomposo termo"crise de identidade", demasiado pretencioso para o caso, claro está! Se calhar, todos as têm; se calhar faz parte de algum percurso, ou  de uma aprendizagem mas, a mim, parecem-me reflectir antes uma certa "desaprendizagem". Então agora, além de não saber desenhar, também já nem sei como tentar fazê-lo? Com um risco delicado? Com um borrão?  Cores intensas? Suaves aguadas?
O que vale é que, assim que me "deixo ir", adoro cada momento, cada traço e esqueço-me de tudo isto. Quanto mais o tempo passa, mais eu gosto de desenhar e isso é que importa! 
Valeram-me também os  turistas, que provavelmente sentiram o meu deleite e que,  com  os seus vraiment très beau, mui precioso lo que haces e can I take a picture, misturados com sorrisos rasgados, conseguem por a auto estima de qualquer um no lugar! 
Obrigada a todos que proporcionaram estes dias magníficos, e obrigada  também a eles, então!

      O Coliseu do Porto (que deveria ser para o Filipe Pinto, mas ele não estava lá:))
O Porto visto de Gaia


   
  A praça dos Leões, com a igreja dos Carmelitas e os Armazéns Cunha
  
A Igreja de Sto.Ildefonso, na Praça da Batalha


Vamos todos para o Porto!



Crossroads, de Sainer


Um prédio enorme muito feio, uma avenida larga e cinzenta, e  u
m artista plástico polaco  chamado Sainer, resultam nesta coisa maravilhosa chamada CROSSROADS

Já várias vezes me apeteceu desenhar esta fachada, mas nunca dá para estacionar.

 Hoje deu!                                                                     

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, mas garanto que merece mesmo uma visita:)





Cadernos debaixo de água- Encontro USkP no Alfeite - Fragata Vasco da Gama



Cadernos debaixo de água- Encontro USkP no Alfeite - Submarino



"CADERNOS DEBAIXO DE ÁGUA"


Sol, mar, ar puro, cadernos, boa disposição, fragatas, submarinos, simpatiquíssima recepção...


O que se pode querer mais? 

Só se for um bocadinho mais de tempo para fazer aquilo que teve que ser feito a correr, mas isso...




Os papelinhos do Sílvio










O simpático argentino Sílvio Menendez (que  desenhei assim da primeira vez que o vi), veio de novo a Portugal e  ofereceu-me uns papeis mágicos que costuma usar nos seus  cadernos. 


 É só pasar o pincel de água por eles, e fica-se com umas cores   bestiais. 

Num destes fins de dia abrasadores, estava à espera do JP numa feia esquina da rua de Santa Marta,  e resolvi riscar uns prédios à pressa só para poder experimentar estas coisas maravilhosas. 

Os Usks sabem coisas do arco da velha :)

Obrigada Sílvio!



Assim é que é!

A Junta de Freguesia do Lumiar esteve presente na Praia das Maçãs e foi com muito gosto que fiz este  desenho, enquanto assistia à saída da praia de um enorme grupo de "velhotes"(desculpem mas não consigo dizer "idosos"), cheios de energia e boa disposição.   Repletos  de T-shirts, chapéus e outros adereços bem identificados com o logotipo do grupo, muitos trazem ainda o fato de banho  molhado a testemunhar a coragem que muitos novos não têm de mergulhar nas frias águas do nosso Oceano.
Tive curiosidade, e fui ao site da Junta. Aquilo que li, fez-me sorrir...:
Inscrições praia Campo-Infância.
Inscrições Praia Campo- Sénior -nos dias 30 e 31 destacamos a Gincana “Adão e Eva: a maçã é que os tramou!

"Isto vai abrir!"

Podia ser em S. Pedro de Moel, mas não foi. Foi um pouco mais a sul, na Praia das Maçãs. Em qualquer delas (felizmente) são comuns as manhãs de nevoeiro e em qualquer delas também, não faltam especialistas em "tempo", que conjugam ventos, neblinas, temperaturas   e outros fenómenos climatéricos e concluem com ar doutural:...Hum, isto hoje vai abrir...
Enquanto isso, eu cá desenho :)



São Pedro de Moel

 São Pedro de Moel é uma  praia  atlântica, que foi doada por D. AfonsoV ao Conde de Vila Real, em 1463.O último herdeiro, o Duque de Caminha morreu em 1641 e consta que a sua mulher  ia  todos os dias chorar a sua morte num imponente rochedo, que passou a chamar-se Penedo da Saudade. 
Foi neste penedo que se construiu, mais tarde,  um enorme  farol com o mesmo nome, ainda hoje a funcionar.
Na Avenida do Farol - e não só -há casas lindíssimas, dos anos 50 que, felizmente, resistiram intactas e bem  conservadas às diversas modas arquitectónicas posteriores. 
Assim, abrigada  entre o mar, o pinhal  e o nevoeiro (!), S. Pedro de Moel parece ter parado no tempo. É, para mim, o mais nostálgico dos lugares . Não fossem as emblemáticas  piscinas da Promoel (onde aos 6 anos aprendi a nadar, em gélidas aulas às nove da manhã) terem fechado,  diria que estava em tudo igual ao que era na minha infância. 
A "Volta aos 7" continua lá, a "Volta aos 5" também, as "Árvores", o "Canto do Ribeiro", a esplanada do  "Bambi"...Tudo igual! Quem sabe, se eu fechar os olhos,  aparece a  Rosa dos Bolos ou o Sr.Manel da Bolacha Americana? 





 



Caetano outra vez !!!


Ontem o Caetano Veloso cantou de novo no Coliseu.Trouxe com ele  Teresa Cristina, que cantou Cartola, acompanhada por Carlinhos Sete Cordas. 

Desta vez só levei um lápis, e foi com ele que fiz uns  mal amanhados  desenhos, às escuras.

Nossa, que bonito! Olha aí Carlinhos, viu o que ela fez de nós? Tá lindo, meu Deus. Posso pegar uma foto? Obrigado viu... 




O Caetano foi divinal, como sempre. 
(Estava com um ar cansadinho, muito frágil e magrinho. Espero que seja só impressão minha.)
 Ah, como é bom vir ao Coliseu ouvi-lo!




The end

 E posto isto, só tenho uma coisa a dizer:
a quem,  por lá, passou  secas a  esperar por mim...
... e a quem, por cá, me acompanhou aqui no blog ...


 OBRIGADAAAA!!!

Desenhos de aeroporto têm sabor a fim ... (Em Chennai, também saiu o Harry Potter) !

Siestas on the train...




 Lençolinhos no comboio, é no que dá: da vizinha do lado aos meus filhos, tudo a dormir! 
 Nestas alturas  o desenho tem outro sabor...não tenho ninguém à  minha espera e, graças à cortina azul, também não tenho papagaios de pirata por cima do ombro.
 A paisagem foge rapidamente, mas não faz mal. É bonita!




Manoj

Quando viu que eu tinha desenhado o Avinash, o Manoj pôs-se em pose, de braços cruzados à minha frente, a pedir que o desenhasse de forma pouco subtil. Não tenho jeito nenhum para caras, mas  achei graça, enchi-me de coragem e lá vai. Quando lhe mostrei, fez um sorriso rasgado e, orgulhoso, pediu se podia ir mostrar à mulher. Acabei por desenhá-la depois na mesma folha. Assinaram, também  em hindi ( língua indo-ariana falada por derivada do sânscrito e falada por 70% dos hindus)  e em urdu (de influência persa turca e árabe), que têm letras muito bonitas. 
Se o comboio aproxima as pessoas e facilita interacções, experimentem viajar aqui com um caderno e uma caneta na mão:)




"Come with me", disse o Avinash

Quando viu que eu estava a desenhar de pé, o Avinash disse para eu me sentar ao pé dele. É muito novinho,  pertence ao staff do comboio e trabalha sempre as 55 horas de viagem que ligam Alappuzha a Dhanbad. O seu trabalho é dar e recolher a roupa de cama dos passageiros. É muito simpático. Quando lhe  dissemos que achávamos  impressionante  haver tanta comida a bordo, sempre quente a toda a hora sem parar, o Avinash  perguntou entusiasmado:
 - Do you Want to see the kitchens? Come with me...
Não foi preciso perguntar duas vezes.
E assim nos  levou, comboio fora, carruagens e carruagens umas atrás das outras, até à última. 
O calor e o cheiro a fritos e a especiarias iam sendo cada vez mais intensos. Tinhamos enfim à nossa frente a maior e mais peculiar cozinha que já alguma vez vi. Era todo um vagão com tachos e panelas de tamanho incalculável, dezenas de homens afogueados em tronco nu com panos enrolados na cabeça, fogos intensos acelerados com pedras incandescentes, fumos, vapores e muita muita energia. Uma maravilha  que não pude desenhar :((




Voltei ao "meu posto" e desenhei o imenso comboio numa das suas mil paragens: Vellore Juntion