Passover - uma Páscoa diferente (II)

Os nossos amigos de Nova Iorque são Judeus.  Na Páscoa, comemoram o Passover, que celebra a  fuga  do povo judeu do Egipto.
Pessach é uma palavra hebraica que significa passar além, tanto no sentido geografico como, metafóricamente, passar além da escravidão, para a  liberdade.
Durante as festividades  do Pessach, um jantar especial de comemoração  reúne toda a família ao redor da mesa, onde se fazem uma série de rituais. Desta vez, os nossos amigos fizeram-no connosco, o que nos deixou contentes e muito honrados.
Leram salmos, cantaram, explicaram-nos o significado dos rituais, em particular da partilha de pão ázimo. A  história do "êxodo do Egito" relata que os israelitas, durante a fuga apressada do cativeiro, assaram o pão sem esperar que a massa crescesse. Essa ausência do fermento tornou-se então um ritual e assim, durante estas comemorações um dos preceitos é não consumir alimentos que contenham fermento. A nossa refeição começou assim com uma partilha onde o "pão ázimo" ou "Matsá".
Foi uma noite fantástica. Obrigada Ellen e Josh!

Uma Páscoa diferente

No domingo de Páscoa, passei a manhã numa missa Gospel em Harlem.
A igreja, muito pequena, não deixou que passássemos incógnitos. É muito difícil descrever o ambiente pois tudo - alegria,  devoção, comunhão, hospitalidade - é tão excessivo, que é  impossível encontrar palavras certas.
 Gostava muito que estes desenhos, que fiz quase compulsivamente, trouxessem  consigo um pouco de tudo isso.





Postalitos de Nova Iorque

Aqui deixo alguns dos desenhos que fiz agora, durante as férias de Páscoa, numa viagem em família a Nova Iorque:

Bagels- uma invenção gastronómica deliciosa e muito pouco saudável, a incluir na rubrica "Só porque são férias"

Em Brooklyn, por baixo da mítica e cinéfila ponte de Manhattan

Durante um descanso obrigatório em Central Park


Na agitada, confusa e colorida Chinatown


Aeroporto de Heathrow

As viagens começam bem antes dos aeroportos, mas muitos cadernos começam neles, pois quase sempre  é preciso "fazer tempo".

Karine

A Karine foi convidada a desenhar num diário gráfico tudo o que possa ilustrar o dia a dia da Unidade de Transplante de Medula, onde desde há muito a podemos ver todos os dias. O objectivo é expor esse caderno no  Congresso Internacional de Transplante da Medula que pela primeira vez se vai realizar em Lisboa.
Ela desenhou os balões de soro ( que se podem ver  AQUI NO DESENHARCONTIGO ) e eu desenhei-a a ela. Estivemos nisto uma boa parte da manhã. Ou em silêncio, ou a conversar tranquilamente.  Força Karine! Dá-lhe nesses desenhos :))

CUF

Uma manhã na Cuf à espera da minha mãe.
Primeiro, no café...
Depois, na sala de espera
...onde apareceu um Prof de Economia do Luís:))


Na Expo, com o João Catarino

Saio dos workshops do João Catarino sempre com o mesmo sentimento de frustração e irritação comigo própria. Mas sei que vou voltar, sempre. Persistência, teimosia, esperança...tudo se mistura. Antes que atire estes desenhos para o lixo, vêm aqui dar uma volta, para aprenderem a ter vergonha :) Eu tenho!



Fim de semana em Montemor




Jardim do Torel



Do fim para o princípio

Faço sempre a mesma asneira: há desenhos que começo a fazer nas últimas páginas do caderno - como estes - e depois até me esqueço que os fiz. O mais estúpido é que nem eu sei qual é o criterio . ...São desenhos mais pessoais, que prefiro que as pessoas não vejam? Nao.
...São desenhos mais rápidos, que resultam só um esboço? Não.
...São experiências de materiais? Não.
Se calhar tem unicamaente a ver com a disposição no momento , com a confiança na minha capacidade para agarrar as coisas que me proponho e com o grau de contentamento com os meus desenhos.
 "Ah, isto vai ficar uma porcaria...é melhor fazer aqui no finzinho."
Pois, acho que é isso!
Estes dois estavam no dito finzinho: um  feito na entrada do Musée des Artes, outro na Place Royale.





Tradições

O Alain é um homem grande. É muito alto, tem engordado com a idade e, com o seu imenso sobretudo, é uma figura imponente, Sendo um arquitecto com funções muito importantes na recuperação da Ilha de Nantes, é diversas vezes cumprimentado - Bonjour Mr. Bertraind - enquanto passeamos pela cidade ou vamos ao mercado comprar ostras. À noite , porém, estendido na sua chaise- longue e em pantufas, perde monumentalidade. A Annie é a sua mulher. É muito magra, loura e  tem olhos claros. Tem uns extraordinários óculos pretos hexagonais (que usa na maior parte das vezes na cabeça) e é tão simpática quanto ele. Tal como fazia a minha avó ao meu avô, não o deixa comer disparates, vigia-lhe a grossura das fatias de queijo e lança-lhe olhares fulminantes quando ele quer repetir. Só compra produtos Bio e cozinha as suas próprias barrinhas de sem glúten.
À noite, depois de jantar, ficamos  na sala e a beber chá e a conversar e ...a desenhar! Como são maravilhosos os fins de semana em Nantes.

Um fim de semana em Nantes

Não há Janeiro que se preze sem um fim de semana em Nantes:))
 Obrigada Annie e Alain!







Pessoas de Dezembro

Atarefadas no Ikea, em compras de Natal de última hora:

...e em descanso, a aproveitar o sol de Inverno, numa esplanada na Sidónio Pais!


USkP no DN de 30 de Dezembro

Duelos desenhados no Desenhar Contigo

Este foi um dos meus desenhos preferidos do ano. Foi esta 6ª feira, e deu muito prazer fazer. Bom ano para todos, e também para o Desenhar Contigo. Obrigada pelo meu retrato. Adoro!



A abobrar, depois da consoada...


O eterno "drama" do café no dia 25

Nas Azenhas não há cafés abertos dia 25. Na Praia  das Maçãs  também não. 99% dos da Praia Grande dizem que só abrem para almoço. Este pode ser feio, mas está aberto! E com um caderno na mão, qual é o café que é feio?

Noite de Natal

As famílias são todas diferentes, mas há ciclos e etapas pelos quais todas passam.
Uma etapa difícil é a do luto, que o Natal parece ter o poder de reactivar.
De facto, é nesta época que mais sentimos a falta dos avós, dos bisavós, dos pais, ou de outros elementos que em tempos nos foram tão queridos. Felizmente as famílias crescem, reconstroem-se, multiplicam-se, vão aparecendo filhos, netos, e outras pessoas de quem gostamos muito e com as quais construímos novas memórias. É este afecto pelos novos elementos  que nos ajuda a superar as perdas dos mais velhos, de quem passamos a lembrar-nos com mais serenidade.
É por isso que gosto, não só do Natal, mas de outras ocasiões em que as famílias se juntam, criam bons momentos e boas memórias. Ontem, depois do jantar, os sofás encheram-se de guitarras, tambores, pianolas e outros instrumentos. Foi um bom momento de família, por isso escolhi-o para meu contributo no desafio USkp deste mês.  


10 minutes sketch

Ando com saudades de desenhos assim: muito rápidos e saia o que sair!Sem preocupações! Este foi na esplanada onde vou beber café nas pausas do consultório. É na Sidómio Pais, esquina com a Fontes Pereira de Melo.

Mix

Às vezes gosto deste exercício: uma parte do desenho é real, é feita à vista, na rua, num verdadeiro urbansketching. Depois apetece-me inventar, compôr, imaginar, fazer outra coisa. Qual será a senhora real?

Na Catedral, sob as dicas de Lapin

No workshop do Lapin, durante a Compostela Ilustrada, a proposta era fazer um desenho por planos, que deviam ser separados por cores, tons, ou qualquer outra coisa. Escolhi tons frios para o primeiro plano, quentes para o segundo. E as pessoas, com um registo diferente.

TAU

A descrição do João Santos é certeira. Olhar à volta, escolher a presa e tau, desenhá-la. Por vezes, no fim, gosto de ir mostrar. Mas só quando há tempo,  quando as pessoas têm  um ar simpático, ou quando são  velhotes ávidos de dois dedos de atenção. Noutras vezes, como neste desenho, nada disso acontece. 
12 minutos é o tempo de secagem das máquinas das lavandarias. 
12 minutos para fazer um desenho, com o supremo desafio de que a pessoa não se aperceba de que está a ser desenhada. Todos sabemos os truques: toca de semicerrar os olhos, olhar atentamente para o que está em redor, fingir um genuíno interesse, neste caso, pelas máquinas de lavar. 
Ah, mas, em tão pouco tempo o desenho  não vai ficar bem! Paciência, faz-se na mesma!
E é assim, desenho a desenho, página a página, que guardamos a vida das cidades nos nossos cadernos que, talvez um dia,  venham a ser  testemunhos reais dos hábitos e dos costumes da nossa sociedade.
Não é um desafio incrível?



Ruas, objectos, museus... um bocadinho de tudo

Gosto muito de desenhar, mas sou muito trapalhona. Às vezes faço um esforço, tento melhorar a composição, procuro desenhar melhor as letras ...Na verdade, não sei se vale a pena mas pelo menos sabe muito bem tentar!