João

Este Verão o meu sobrinho João veio connosco para o Pico. Muitas vezes esta foi a sua posição: sentado nas rochas, a ler e a ver o mar! grande João:)) !


Mestres Baleeiros

Foi com grande encantamento que me deixei levar pelas histórias destes dois antigos baleeiros, num café da Calheta de Nesquim: o Sr. Almerindo e o Sr Trindade.  
O desenho  foi-se construindo entre algumas imperiais,  devagar, a passo e passo,  a par  dum imaginário enriquecido pelas  recordações da baleação que foram surgindo, puxadas com muita arte pelo Sr. Furtado, emigrante nos Estados Unidos, que  nos quis presentear com as histórias dos seus amigos baleeiros, que já conhece de cór mas que gosta de exibir, com um brilho nos olhos. 
"Naquele tempo havia muita pobreza e a baleação era o único sustento das famílias. Agora é fácil falar- diz referindo-se aqueles que hoje criticam os antigos baleeiros -mas eram tempos muito duros..."
É difícil imaginar a árdua vida  de várias gerações que, só tendo o mar e as baleias, precisavam de  enfrentar  imponentes colossos, dentro dum pequeno bote no meio do oceano.



Orgulhosamente,  o  senhor Almerindo - que foi afinal um lindo homem, igual ao Gregory Peck! - levou-nos  à sua arrecadação onde, como num museu, guarda toda a  herança material do seu passado na faina baleeira: os instrumentos, os barcos, os prémios, e os artigos sobre ele escritos  em diversas publicações, desde o jornal regional ("Almerindo Lemos emigrou para os USA mas o seu coração está no Pico") ao National Geographic!  

A sua peça preferida é o tripé para a vigia das baleias e é ali sentado  que, depois de mimar o movimento corporal outrora tantas vezes feito, fica a contar   intermináveis e maravilhosas histórias dos longinquos tempos da sua juventude.
  Do desenho, gostou muito e, no dia seguinte, pediu-mo para o mostrar aos amigos do café.







Take a walk on the wild side...

No Pico, como em quase todas as ilhas dos Açores podem fazer-se percursos maravilhosos que proporcionam momentos de contacto com a natureza de  rara proximidade e intensidade. Este passeio da "Lagoa do Capitão" é um deles. 




Outro, mais clássico e radical, é a subida ao Pico mas, para esse, cometi um imenso sacrilégio:  resisti com todas as minhas forças  a levar um caderno e uma caneta, já que o seu  peso poderia ser fatal na minha provecta idade ;-). Foi pena, mas  se tivesse uma grama a mais, talvez não chegasse até ao cume, o que foi uma experiência e tanto!



 O desenho é de memória, com fotografia a ajudar, para ficar de recordação

Ainda assim, sabem onde se pode trocar de pernas?

Peregrinos

Um dos significados da palavra PEREGRINO é "pessoa que viaja a lugar santo, por devoção ou promessa". Muitos dos que percorrem estes passadiços que se estendem ao longo da costa norte de Portugal, são certamente peregrinos nessa acepção da palavra. Mas, muitos outros, são peregrinos em si próprios, à procura de algum  desconhecido lugar interior. Outros andarão em busca  de experiências relacionais gratificantes, outros procurarão apenas sítios diferentes, bonitos, contacto com a natureza...
Uma coisa os une : a VIAGEM. E isso basta!




Um caminhante virtual

Às vezes também sabe bem inventar...aqui, um caminhante virtual, em Esposende, a olhar para os imensos passadiços que se estendem pela costa

Viana do Castelo

 Cá de cima...

     Cá de baixo...

No caminho também se conversa


Coitadinho do meu blogue...

A ida a Santiago, o stress do que está em causa, as consultas, a família, os amigos, os jantares, o Desenhar Contigo, o respirar e o dormir, tiraram-me últimamente tempo para o Blog. 
Engraçado, sinto-me até culpabilizada por este abandono, como se o blog fosse qualquer coisa viva,  que se deve tratar com carinho e atenção!
Aqui ficam os desenhos feitos no caderno .
Uff, como isso é bom! Abaixo o A3, as  gramagens, as folhas soltas! Definitivamente não nasci para isso!

Praza das Praterías

 A rua por onde os peregrinos entram em Compostela

Peregrinos, - o melhor de desenhar!

Mas não só: os passageiros do Andante também me deliciaram :)

Crochet

Lá fora estão 40 graus. Para passar o tempo o Leonardo faz um desenho, enquanto a mãe faz um manto de lã em crochet vermelho. O leonardo fica cansado, e voltam  os dois para o Lar do IPO.



Aventuras em A3

Apeteceu-me experimentar desenhar em grande (tão grande que nem consigo digitalizar!).
Fui ao Pavilhão Carlos Lopes, ou dos Desportos, mas perdi a preguiça de só o ver de frente, pela Sidónio Pais, e subi até às traseiras.

Inventing, um verbo muito apetecível...

Dá nestas desgraças, mas gosto tanto enquanto faço...Este foi no Convento do Carmo:))

Laveiras

Ao pé da ponte de Laveiras, por cima da ribeira de Barcarena,  à sombra duma árvore...Só porque é domingo e está tudo a estudar em casa...:)

Vamos desenhar com...Mónia Abreu

Uma tarde muito bem passada, a ver o belíssimo trabalho da Mónia, ainda mais forte por já me sentir livre desta responsabilidade...O (meu) desenho foi perguiçoso, com muita conversa à mistura, mas ainda assim fica como recordação! Parabéns e obrigada Mónia. Venha o próximo!

Sargo Bar

"Análise de Reportes Financeiros"...Só o nome me arrepia :)) Mas que se estava muito bem no Sargo Bar da Parede, isso ninguém pode negar!!

A surfar com o João Catarino

Uma oficina do João Catarino não se pode perder! Ainda por cima cá, no Chiado,  não no Brasil ou em Chicago!
Em cada proposta, em cada desenho, é inegável que todos passam por uma dose de sofrimento quase masoquista. Mas a verdade é que, a par desse sofrimento,  sabe muito bem tentar embarcar na onda do João Catarino. Enquanto ele faz floaters, cut backs , aéreos e360º, nós embicamos, enrolamo-nos, perdemos a prancha e engolimos pirolitos.
Mas a boa disposição do João é tão contagiante, que não deixa que os nossos fracassos  nos esmoreçam . Pelo contrário -  pelo menos para mim - a vontade de aprender aumenta. Talvez para a próxima, quem sabe, já me consiga  pôr de  pé na prancha!
esta foi a minha trapalhada:


No fim, uma banda instalou-se e muitos fomos os que nos sentámos , agora sim descontraidamente, a desenhá-la

E como achei  que tanto sofrimento  merecia ser recompensado, enviei um SMS aos meus filhos a desafiá-los para um gelado no Da Vero, no Largo de São Paulo.
Enquanto esperava pelo Vasco, pelo Luís, pelo João e pela Caetana fiz mais uma tentativa de cumprir a proposta  do grande Mestre Catarino.